sábado, 25 de maio de 2013

Norwegian Wood, Haruki Murakami, 1987

Verdadeiro Instant Classic no Japão desde seu lançamento, Norwegian Wood é um livro escrito de maneira simples, que combina com a narrativa quase juvenil; mas reserva inúmeras surpresas, tanto de estilo quanto de conteúdo, capazes de agradar até a leitores mais exigentes. 

Seu maior trunfo talvez seja exatamente a boa fluência, que envolve e instiga-nos a prosseguir na leitura. 

Outro ponto positivo, e absolutamente contemporâneo para um livro que já ultrapassou as bodas de prata, é a completa ausência de maniqueísmos. Toru, o protagonista-narrador, pode ser um pouco perdido e inseguro, mas não julga ninguém sem empatia ou desejo de compreensão, e só assim dá conta de narrar a própria história sem que a loucura do fim dos anos 60 invada (e estrague) a (boa) trama principal. 

Melancólico e tristonho, apesar de poético na medida e das várias surpresas ao final, NW é um livro que fica na memória por um bom tempo após a leitura. E Murakami, ao menos para mim, um nome a se prestar atenção. 

***

Agora devoro, finalmente o 1Q84, do cara. Parece bom logo de cara. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário