quarta-feira, 18 de junho de 2014

DC 7

Enquanto o mundo se despede da Espanha, eu guardo meu ingresso até segunda-feira, quando os encontrarei, tete-a-tete. 

Vou torcer pela Austrália, claro, em honra aos amigos que fiz lá. 

Mas, lá no fundo, o menino que (sobre)vive em mim, que sonhava desde sempre ir à Copa, aguarda ansioso um despertar globetrótico da alma espanhola, uma despedida honrosa, pelo menos para valer o ingresso. 

Brio, hombres, façam jus ãs palavras de  Del Bosque em sua defesa. Todos nós, e vocês mais que todos, nós devem está. 




terça-feira, 17 de junho de 2014

DC V

Segunda-feira não é dia de Copa, né? Nem de escrever, pelo visto, que  começo esta história quando a noite já avança sobre a quarta. 

Tudo bem: em um diário real, acontecem atrasos também. Importante é colocar os pingos nos is do dia certo (ou errado).

Ontem foi este dia, errado, torto, gauche. 

Começou bem, com afazeres no centro em muito facilitados pelos amigos, almoçando McD ao chegar no hospital. 

Terminou bem, também, que em casa, estamos todos bem, graças a Deus, amém. 

No meio, sempre arrancando partes da gente, a vida. Amigos que surpreendem, amigos que se revelam, confusões entre amigos e outros nem tanto; mediações inescusáveis que custam caro, acontecimentos cotidianos que nos roubam a alma. 

Por todo lado, olhares vidrados na tevê tentam apreender mais uma goleada impensável, a da Alemanha soberana sobre um Portugal irreconhecível. CR7 rezou missa de corpo presente, nem sei se acredito que o gajo jogou. 

Vejo um pouco, ouço o jogo ao longe enquanto trabalho, corro de carro pra lá e pra cá,e  termino o dia apático depois de uma reunião estafante, que não enxerguei vindo. Pouca Copa hoje (ontem).

Ah! O Scumacher acordou!




sábado, 14 de junho de 2014

Diário da Copa III

Bem, hoje a Copa entrou naquele ritmo de corrida maluca, em que já voltamos aos afazeres e até perdemos alguns jogos bons. Almoço, Festa Junina, preguiça na noite. 

Vi um pouco de Itália e Inglaterra, pouco mais de um tempo, e gostei do que vi de ambos os lados. Jogo de raça, com clima de Copa. Vi a Colômbia, perdi o Uruguay, e do Japão nem quis saber, subitamente cansado. 

De resto ficou um gostinho meio amargo em alguns - achar ter visto o melhor na goleada neerlandesa de ontem. 

Duvide-o-dó! 

Ainda estamos no esquenta! 

Que venham a Argentina, que venha Portugal.   Vou assistir nem que seja o replay, de madrugada. 

Xi! 'Tô atrasado de novo! Bom domingo! 

Shampoo

 Cauterização pós-química. 
Reconstrução completa.  
Antifrizz congelante.
 
Reconstrução de ponta dupla.
Efeito cauterizador.  
Reconstrução estrutural progressiva. 

Dois-em-um ressuscitador. 
SOS crescimento fortificado. 
Queratinização profunda. 

Realinhador de cutícula. 

Desamarelador sublime. 
Iluminador sem sal, sem sulfato, sem corantes, sem parabenos. 

* * *

A paranóia feminina com os cabelos é infinita - "toda mulher é meio Leila Diniz". E logo, já, a dos homens também será, vide o apelo "spornsexual" da Copa no Brasil. 

Mas como acreditar nos anúncios de um mercado mal regulado, de nomenclatura e classificação desconhecidos; que promete, sem delongas, verdadeira ressuscitação capilar através de "n" métodos diferentes? Como escolher o que por - ou tirar - em seu cabelo? Mais água? Menos sal? Ceramidas ou babosa? 

Efeitos da epidemia de alisamentos ou sinal de tempos cada vez mais hedonistas, onde imagem pode ser tudo?

Não sei dizer. Juntos, os slogans são quase um poema. De ciência alguma? 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Diário da Copa II

Não concordo com quem diz que time, só um. 

Calma, calma, deixe-me contextualizar: quem vos fala é um CORINTIANO roxo! Não, nunca, um vira-casacas! De jeito nenhum!

Mas a simpatia é inevitável, e se estende a alguns - e sim, apenas alguns; e sim, apenas simpatia - outros times. 

Como não simpatizar com o Santos e seus meninos sempre renovados? Com o Mengão e sua torcida tão parecida com a do Timão, feira de pobres e pretos em sua maioria, capazes como ninguém de incendiar um estádio? Com o combalido Operário Ferroviário, time de minha terra, dono da torcida mais devota e apaixonada do Paraná? 

Digo mais: as antipatias também existem. Como gostar do Palmeiras, em qualquer situação? Há times que não engulo, acho que isso acontece com todo mundo, time eu dá raiva! Ou não? 

E na Copa é igual, resultado não só de rivalidades históricas, mas de antipatias naturais quase inexplicáveis. Como explicar nossa implicância com "los hermanos argentinos"? Deveríamos implicar muito mais com os uruguaios -estes sim nos trolharam feio uma vez. E no campo. Os argentinos precisaram comprar os peruanos para nos arrancar um Mundial...

Tudo isto para dizer que meu lado van Wilpe exulta com a chinelada dada pelos holandeses no escrete "furioso". Robben, van Persie & cia tiveram uma das mais belas atuações da história das Copas nesta tarde em Natal. É meu "time B" mandando ver. 

Diário da Copa I

Ao contrário de alguns que se isolam neste período de Copa do Mundo de Futebol, dizendo não gostar de futebol, travo com o venerando esporte bretão relação de longa data; logo, eis-me aqui. 

Por razões óbvias, este é um diário que já inicia de modo incorreto, falando da véspera, quando, literalmente molhados, nós brasileiros comemoramos um 3x1 meio suado demais, escorregadio demais, esquisito demais. 

De bom, as maduras e nada surpreendentes atuações dos craques Oscar e Neymar. E sim, amigo Jean (corneteada nº 1), acho que você estava molhado também por não perceber a grande atuação do meia Oscar. Já Neymar Jr. é raro, raríssimo, fora-de-série. 

É tudo que me lembro. Terça-feira tem mais e vamo que vamo que o time é bom e a Copa (dizem) já foi vendida para o país-sede.