sexta-feira, 13 de junho de 2014

Diário da Copa II

Não concordo com quem diz que time, só um. 

Calma, calma, deixe-me contextualizar: quem vos fala é um CORINTIANO roxo! Não, nunca, um vira-casacas! De jeito nenhum!

Mas a simpatia é inevitável, e se estende a alguns - e sim, apenas alguns; e sim, apenas simpatia - outros times. 

Como não simpatizar com o Santos e seus meninos sempre renovados? Com o Mengão e sua torcida tão parecida com a do Timão, feira de pobres e pretos em sua maioria, capazes como ninguém de incendiar um estádio? Com o combalido Operário Ferroviário, time de minha terra, dono da torcida mais devota e apaixonada do Paraná? 

Digo mais: as antipatias também existem. Como gostar do Palmeiras, em qualquer situação? Há times que não engulo, acho que isso acontece com todo mundo, time eu dá raiva! Ou não? 

E na Copa é igual, resultado não só de rivalidades históricas, mas de antipatias naturais quase inexplicáveis. Como explicar nossa implicância com "los hermanos argentinos"? Deveríamos implicar muito mais com os uruguaios -estes sim nos trolharam feio uma vez. E no campo. Os argentinos precisaram comprar os peruanos para nos arrancar um Mundial...

Tudo isto para dizer que meu lado van Wilpe exulta com a chinelada dada pelos holandeses no escrete "furioso". Robben, van Persie & cia tiveram uma das mais belas atuações da história das Copas nesta tarde em Natal. É meu "time B" mandando ver. 

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