Seu maior trunfo talvez seja exatamente a boa fluência, que envolve e instiga-nos a prosseguir na leitura.
Outro ponto positivo, e absolutamente contemporâneo para um livro que já ultrapassou as bodas de prata, é a completa ausência de maniqueísmos. Toru, o protagonista-narrador, pode ser um pouco perdido e inseguro, mas não julga ninguém sem empatia ou desejo de compreensão, e só assim dá conta de narrar a própria história sem que a loucura do fim dos anos 60 invada (e estrague) a (boa) trama principal.
Melancólico e tristonho, apesar de poético na medida e das várias surpresas ao final, NW é um livro que fica na memória por um bom tempo após a leitura. E Murakami, ao menos para mim, um nome a se prestar atenção.
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Agora devoro, finalmente o 1Q84, do cara. Parece bom logo de cara.